O Blog do Rúgbi http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br Um grupo de jornalistas está focado em buscar as melhores jogadas, os melhores tackles – e pancadas -, e os momentos mais emocionantes do mundo do rúgbi. Mon, 20 Feb 2017 12:36:17 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Ex-jogador de rúgbi da Austrália morre aos 37 anos http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/02/20/ex-jogador-de-rugbi-da-australia-morre-aos-37-anos/ http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/02/20/ex-jogador-de-rugbi-da-australia-morre-aos-37-anos/#respond Mon, 20 Feb 2017 12:36:17 +0000 http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/?p=2142

(Crédito: Cameron Spencer/Getty Images)

O ex-jogador de rúgbi australiano Dan Vickerman morreu no último domingo (19) aos 37 anos, informou a União de Rúgbi Australiana (ARU na sigla em inglês). A causa da morte não foi divulgada.

“O mundo do rúgbi está em choque depois das notícias da morte trágica de Dan Vickerman. Ele era uma grande jogador dentro de campo e uma pessoa de muito caráter fora dele”, disse o chefe executivo, Bill  Pulver, da ARU em comunicado.

A polícia ainda investiga as causas da morte do ex-jogador, que foi encontrado morto em casa, na cidade de Sydney, na Austrália, onde vivia com a mulher, Sarah, e os dois filhos.

Dan Vickerman se aposentou em 2012 após sofrer por anos com lesões. Apesar de aposentado, Vickerman ainda era envolvido com atividades do mundo do rúgbi ajudando atletas a passar da vida de jogador até o final da carreira.

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Por redenção após os EUA, Brasil busca confiança no ARC contra o Uruguai http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/02/17/por-redencao-apos-os-eua-brasil-busca-confianca-no-arc-contra-o-uruguai/ http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/02/17/por-redencao-apos-os-eua-brasil-busca-confianca-no-arc-contra-o-uruguai/#respond Fri, 17 Feb 2017 14:54:49 +0000 http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/?p=2139

Os Teros jogam em casa contra os Tupis após dura derrota para a Argentina XV. Foto: Sebastian Lobos/Sudamérica Rugby

Por Bruno Romano

Ninguém disse que o Americas Rugby Championship seria fácil. Mesmo assim, a queda para os EUA por 51-3 no último fim de semana assustou. É por isso que o duelo contra o Uruguai, no próximo sábado, às 21h, em Maldonado, ganha uma atmosfera diferente em uma desafiante terceira rodada de ARC.

Basta lembrar que o Brasil só venceu os “Teros” uma vez na história – um 3-0 em Montevidéo, em 1963 – para entender o tamanho da pedreira. Por outro lado, este tipo de encrenca pela frente é o melhor cenário possível, pensando em evolução e em recuperar o ânimo e a confiança após uma derrota pesada.

Atuar fora de casa nunca é uma missão tranquila no rúgbi de alto nível. Mas a desvantagem era mais do que esperada no ARC 2017, já que, a cada ano, os mandos de campo dos jogos únicos de alternam. Cabe aos Tupis segurar o ímpeto dos uruguaios no começo do jogo e, aos poucos, conquistar terreno para pontuar.

Os Teros também vem de um revés duro contra a Argentina XV (57-12), mas conseguiram equilibrar as forças contra a forte seleção dos EUA, perdendo por 29-23 na estreia. Com as duas equipes mais embaladas na temporada, a expectativa é mesmo de um encontro mais parelho, desde que o Brasil trace um plano de jogo mais coerente e encontre rápido as fraquezas do rival.

O jogo com o Uruguai também deve servir como um termômetro mais apurado para mostrar o verdadeiro nível dos Tupis atualmente. Entre a boa estreia contra o Chile e a forte pancada dos EUA, os Teros acabam sendo mesmo a melhor opção entre os três enormes desafios que ainda há pela frente – Argentina XV e Canadá ainda estão no caminho pelo ARC. Até por isso, sair do Uruguai satisfeito com o desempenho é tudo o que a seleção precisa agora.

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Invicta desde 2004, seleção feminina joga pelo 12º título Sul-Americano http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/02/16/invicta-desde-2004-selecao-feminina-joga-pelo-12o-titulo-sul-americano/ http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/02/16/invicta-desde-2004-selecao-feminina-joga-pelo-12o-titulo-sul-americano/#respond Thu, 16 Feb 2017 15:27:42 +0000 http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/?p=2136

Beatriz Futuro, umas das líderes da seleção, corre para try em etapa da World Series. Foto: FOTOJUMP

Por Bruno Romano

Em 53 jogos, 53 vitórias. Essa é a dimensão da hegemonia do Brasil no rúgbi feminino dentro da América do Sul. Neste fim de semana, a seleção coloca sua invencibilidade à prova no 13o Sul-Americano de Sevens, em busca do 12o título continental.

As brasileiras só não venceram o torneio em 2015, quando não participaram da edição, que acabou nas mãos da Colômbia. Desta vez, a disputa será em Carlos Paz, nos arredores de Córdoba, na Argentina.

Do elenco brasileiro convocado para a missão, duas atletas estiveram presentes em todos os 11 troféus de campeãs até aqui: Beatriz Futuro, a “Baby” do Niterói (RJ), e Paula Ishibashi, a “Paulinha”, do SPAC, de São Paulo.

Treinadas agora pelo neozelandês Reuben Samuel, que já liderou o time em título recente no tradicional Valentín Martinez, no Uruguai, a equipe traz uma mescla de jogadoras experientes, como Baby e Paulinha, com atletas mais jovens, que tem se firmado no grupo depois da renovação após os Jogos Rio-2016.

É por isso que não é apenas o retrospecto que conta a favor do Brasil. Das 12 escolhidas, 10 jogadoras fizeram parte da última etapa do Circuito Mundial, em Sydney, na Austrália, quando o Brasil conquistou uma histórica vitória sobre a Inglaterra .

Jogar mais vezes na elite – conquista merecida da seleção com a campanha da Rio-2016 –  deve ser um grande diferencial para as Tupis em Carlos Paz. Além disso, a renovação do time foi gradual, veio em boa hora bem e manteve um grupo forte. É mais provável que a pressão por vencer embale as meninas rumo a mais um título do que jogue contra as brasileiras.

Com as partidas da fase de grupos marcadas para o sábado (18) e as decisões em mata-mata acontecendo no domingo (19), a competição terá transmissão ao vivo pela internet via Sudamérica Rugby. A final está marcada para às 20h10, no horário brasileiro. Se tudo der certo, com nossas meninas lutando por mais um caneco.

 

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Filho de lenda sul-africana faz comovente homenagem póstuma ao pai http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/02/15/filho-de-lenda-sul-africana-faz-comovente-homenagem-postuma-ao-pai/ http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/02/15/filho-de-lenda-sul-africana-faz-comovente-homenagem-postuma-ao-pai/#respond Wed, 15 Feb 2017 13:53:42 +0000 http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/?p=2132

Escrita à mão, uma carta de um menino de 13 anos só aumenta a grandeza de Joost van der Westhuizen. Ela saiu da mente e do coração de Jordan, seu filho, que prestou a homenagem após a morte do ex-scrum half dos Springboks na semana passada, devido a esclerose lateral amiotrófica.

“Obrigado por tudo, mas principalmente por ser o melhor que você poderia ser”, diz a carta de Jordan. “Você é o melhor jogador de rúgbi do mundo. E eu também quero ser um grande atleta, por que você me ensinou que eu preciso trabalhar duro”, completa.

O filho de Joost ainda faz uma declaração e um curioso “pedido” para seu time de futebol, o inglês Liverpool. “Vou te amar até a lua. Papai, por favor peça a Deus que o Liverpool vença. Te amo muito”.

No último duelo contra o Tottenham, no sábado passado, no Anfield, os Reds levaram a melhor sobre os Spurs por 2-0. No mesmo dia, Joost recebeu um tributo público na cidade de Pretória, na África do Sul.

Na foto do topo deste post, Jordan aparece ao lado de seu pai Joost e de sua irmã Kylie, durante uma visita à família do gigante Jonah Lomu, considerado o primeiro astro do rúgbi mundial e um dos maiores jogadores da história do esporte, que também nos deixou, em 2015.

Joost e Lomu foram grandes rivais em campo, inclusive durante o emblemático Mundial de 1995, ano do primeiro título sul-africano em Copas. A capacidade de Joost derrubar caras do tamanho e da potência do Lomu fizeram sua fama, que só aumentou graças a sua técnica, coragem e visão de jogo em 89 atuações pela seleção – eternizando seu nome como um dos melhores Springboks e camisas 9 de todos os tempos.

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Dura derrota para EUA acende alerta, mas Brasil mantém posição no ranking http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/02/14/dura-derrota-para-eua-acende-alerta-mas-brasil-mantem-posicao-no-ranking/ http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/02/14/dura-derrota-para-eua-acende-alerta-mas-brasil-mantem-posicao-no-ranking/#respond Wed, 15 Feb 2017 00:23:06 +0000 http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/?p=2129

O abertura dos Tupis Josh Reeves busca espaço na defesa dos Eagles pelo ARC 2017 (Crédito: Divulgação)

Por Bruno Romano

O ranking divulgado semanalmente pela World Rugby mantém o Brasil na 34a colocação mundial. Uma posição – historicamente boa para o país – sustentada ainda pela vitória sobre o Chile na estreia do Americas Rugby Championship, mas equilibrada em corda bamba sobre um enorme abismo que nos separa das equipes mais tops da lista.

A tal diferença, já esperada, ficou ainda mais clara com a impiedosa derrota para os Estados Unidos (51-3), no último fim de semana, no Texas, pela segunda rodada do ARC.

Diferente do resultado surpreendente do ano passado, com vitória dos Tupis, desta o adversário vinha com força máxima –  ou o mais perto disso.

Alguns nomes de destaque nos EUA, atuando fora do país, sequer entraram em campo. Nem foi preciso: a equipe colocou um ritmo alucinante, falou muito mais alto no poderio físico e nem pensou em relaxar até o apito final.

O que parecia um jogo em que seria possível, no início, manter em temperatura minimamente segura, pegou fogo pra valer. E, ainda que uma derrota brasileira não fosse nenhum absurdo, a proporção da pancada espantou.

Resultados assim logo levantam algumas sobrancelhas. No auge da derrota, a dúvida que mais ecoa por aí é: será que estamos mesmo no caminho certo? Opiniões e críticas se misturam a algumas “fórmulas mágicas” que se espalham em discussões ao vivo e online.

Entre alguns pontos certeiros, de quem sabe mesmo o que é estar ali em campo ou bem perto dele, e palavras vazias de quem imagina o que acontece (ainda que todos estejam torcendo para um rúgbi melhor), é bem difícil achar um denominador comum.

Nesta altura do campeonato, há pelo menos um tema para concordar: o tal ranking ainda é um termômetro confiável, mas a posição de fato pouco importa agora, pois precisamos pensar a longo prazo. Também é injusto jogar no lixo qualquer ideia de evolução. Há uma semana, estávamos contentes com uma vitória segura contra o Chile, um rival a nossa altura atual.

Após o susto sobre os EUA, só mesmo a campanha completa do ARC vai nos dizer exatamente onde estamos. Até por que, o verdadeiro abismo, não está entre nós e os países top 20, mas sim, na distância real entre a realidade dos clubes e do que se propõe nas seleções.

Todas as questões que a queda para os EUA levantou – da escolha por estrangeiros no elenco ao recente trabalho de alto rendimento, passando pela tática escolhida para a partida – não devem ser misturadas com os desafios reais e imediatos de quem está ali no calor da batalha.

Por um lado, foco em encarar as potências do continente nos próximos fins de semana. Por outro, que se discuta mesmo os erros e os acertos em busca de ajustar o barco. Afinal, seria até estranho não haver chiado depois de uma derrota de 50 pontos – e até ruim, pensando em evolução, que um placar deste não aumentasse a pressão geral.

Uruguai, Argentina e Canadá vem aí. E é esse tamanho de desafio que temos de enxergar no horizonte na busca das respostas.

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Quem pode parar a Inglaterra? Rosa desbanca Gales com “veneno” All Black http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/02/13/quem-pode-parar-a-inglaterra-rosa-desbanca-gales-com-veneno-all-black/ http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/02/13/quem-pode-parar-a-inglaterra-rosa-desbanca-gales-com-veneno-all-black/#respond Mon, 13 Feb 2017 18:48:58 +0000 http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/?p=2127

Por Bruno Romano

A armadilha estava bem preparada no País de Gales. Mas nem mesmo a força e tradição de um rival histórico, jogando em seu temido território, foi capaz de parar o incrível embalo da Inglaterra.

Com a 16a vitória seguida, a “Rosa” parte agora ainda mais confiante para se tornar a seleção dona de um feito inédito no mundo oval.

Vencer Gales pela segunda rodada do Six Nations não foi tarefa fácil. A menos de 10 minutos do apito afinal, aliás, o placar determinava o fim do sonho inglês. Mas um contra-ataque veloz e feroz acabou em try e mudou toda a história (veja no vídeo).

Neste momento, a Inglaterra não apenas virou a partida como alcançou um status que parecia exclusivo dos All Blacks. Manter a frieza, a velocidade de pernas e raciocínio e a vontade de vencer inabaladas até minutos decisivos de desafios gigantes é exatamente o que levou a Nova Zelândia ao terceiro título mundial e ao recente recorde de 18 triunfos ininterruptos.

Já não é preciso lembrar a todo momento que o rúgbi entrou em uma era extremamente equilibrada, uma novidade na elite do esporte. Até por isso, a capacidade de jogar em alto nível quando tudo já parece ter ido por água abaixo tem se provado um poderoso “veneno” para rivais poderosos. E os ingleses parecem ter conseguido sintonizar de vez essa rara frequência.

Para ajudar a Inglaterra, que já tem feito por merecer, dois cenários contam a favor do novo recorde: o próximo adversário é a Itália, seleção mais fraca do Six Nations, logo, uma 17a vitória provável – na sequência, a Escócia visita os ingleses em Twickenham. Além disso, os resultados da rodada isolaram a Rosa no topo da tabela, aumentando tanto a confiança dos líderes como a pressão para cima dos outros (leia-se: Irlanda, França e Escócia).

Esperar uma retomada inglesa deste tamanho após a campanha desastrosa no Mundial 2015 já era duvidoso. Acreditar que Eddie Jones não teria seu trabalho questionado em nenhum momento, tamanha a responsabilidade, também.

Mas o cenário agora é completamente oposto: fica difícil não apostar que os ingleses vão alcançar e até (por que não?) superar os All Blacks. Se acontecer, é melhor marcarem logo um Inglaterra x Nova Zelândia. É o que o mundo do rúgbi inteiro quer ver.

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Pelo Six Nations, Gales recebe a “imbatível” Inglaterra em seu templo http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/02/10/pelo-six-nations-gales-recebe-a-imbativel-inglaterra-em-seu-templo/ http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/02/10/pelo-six-nations-gales-recebe-a-imbativel-inglaterra-em-seu-templo/#respond Fri, 10 Feb 2017 16:07:37 +0000 http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/?p=2122 Após vitórias na estreia, capitães de Gales e Inglaterra posam com a taça do Six Nations 2017 | Divulgação

Após vitórias na estreia, capitães de Gales e Inglaterra posam com a taça do Six Nations 2017 | Divulgação

O tradicional estádio Millenium pode ter mesmo mudado de nome. Mas o novo Principality Stadium, em Cardiff, no País de Gales, continua sendo o bom e velho templo do rúgbi local, além de um dos palcos mais difíceis de se bater a atual seleção número 5 do ranking mundial.

A missão desta vez, na partida mais esperada da segunda rodada do Six Nations, fica a cargo da Inglaterra, seleção invicta há 15 jogos.

Os ingleses conhecem bem o terreno, usado na abertura do Mundial 2015 (sediado em conjunto pelos dois países) e em vários duelos diretos na história. E, ao que tudo indica, o embalo da era Eddie Jones pode falar até mais alto do que a grandeza do lugar e do rúgbi galês.

Como o Six Nations é disputado em forma de liga, sem partidas de volta, qualquer tropeço pode significar adeus ao título. No caso desta edição, tanto um triunfo de Gales como da Inglaterra colocaria a seleção vencedora em ótima posição na tabela, alcançável apenas pela Escócia, que também se deu bem na estreia.

Ainda que a Inglaterra tenha superado Gales nos últimos dois encontros (ambos no Twickenham, de Londres), não custa lembrar que foram os galeses que ajudaram a eliminar atuais campeões do Six Nations em partida decisiva da fase de grupos do Mundial 2015.

O favoritismo, no entanto, ainda é inglês. E a confiança, que só aumenta a cada novo triunfo, também vem acompanhada de uma sede cada vez maior de seus adversários quebrarem esta incrível sequência.

Coloque na balança a presença de um enorme e poderoso rival histórico, jogando em seu território, para ter a certeza de um jogo em que nenhum dos lados (muito menos um fã de rúgbi) quer perder.

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Confiante após vencer o Chile, Brasil sonha em repetir zebra contra os EUA http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/02/09/confiante-apos-vencer-o-chile-brasil-sonha-em-repetir-zebra-contra-os-eua/ http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/02/09/confiante-apos-vencer-o-chile-brasil-sonha-em-repetir-zebra-contra-os-eua/#respond Thu, 09 Feb 2017 17:23:37 +0000 http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/?p=2120 Por Bruno Romano

Apostar em uma vitória brasileira contra os Estados Unidos era raridade há um ano. Mas o cenário da segunda rodada do atual Americas Rugby Championship, que rola neste fim de semana, é um pouco diferente, graças a um feito épico dos Tupis em 2016.

Superar os “Eagles” pela primeira vez na história, na Arena Barueri (SP), foi uma proeza digna de destaque em toda imprensa internacional.

Pode não ter sido uma zebra tão comentada como o triunfo do Japão sobre a África do Sul no Mundial de 2015, mas olhando pelo lado esportivo foi, sem dúvida, gigante – em termos de diferença de ranking, aliás, foi até maior.

Só que o presente momento nos traz de volta à dura realidade: encarar uma seleção mais rodada e mais forte, desta vez fora de casa. O desafio continua em um patamar altíssimo, ainda que a confiança, todos sabem, pode fazer a diferença se a equipe der um jeito de equilibrar o jogo (e o placar) até o fim.

Qualidade para isso não falta, como mostrou a estreia contra o Chile . E o fato de ser o azarão do torneio sempre tira um pouco da pressão. Por outro lado, não dá pra imaginar que a derrota de 2016 não vá aumentar a intensidade e a fome de vitória dos norte-americanos.

No gramado do estádio Dell Diamond, em Austin, no Texas, apenas cinco atletas do elenco dos Tupis que bateu os Eagles em 2016, incluindo titulares e reservas, não estarão juntos do grupo atual, convocado pelo treinador argentino Rodolfo Ambrósio – quando o técnico chegou, no fim de 2014, os Tupis estavam na 45a posição do ranking, 11 a menos que a atual 34a.

Já em solo americano, os 26 Tupis que se preparam para o duelo deste sábado (22h de Brasília) contam com quatro novidades em relação a estreia. Entre os forwards, chegam os primeiras linhas Caique Silva (Niterói) e Pedro Bengaló (Desterro), e o terceira-linha Cléber Dias, o “Gelado”. Nos backs, Robert Tenório (Pasteur) aparece como opção depois de servir a seleção de Sevens no início de temporada.

Da mesma forma que o time ganha em entrosamento e ritmo de jogo estando mais tempo junto, os rivais a partir de agora começam a subir de nível. Nenhuma novidade. Aliás, é tudo o que o Brasil precisa agora.

Difícil prever o fim da história. E impossível negar que o placar do ano passado (24-23) foi mesmo uma surpresa enorme. Mas, se repetido neste ano, já não vai dar mais para chamar de zebra.

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Inglaterra abre contagem regressiva para bater recorde dos All Blacks http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/02/07/inglaterra-abre-contagem-regressiva-para-bater-recorde-dos-all-blacks/ http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/02/07/inglaterra-abre-contagem-regressiva-para-bater-recorde-dos-all-blacks/#respond Tue, 07 Feb 2017 15:20:10 +0000 http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/?p=2118

Foi por pouco, mas a Inglaterra manteve sua imponente invencibilidade na abertura do Six Nations 2017. Encarando logo de cara um de seus maiores rivais no rúgbi, a França, os “imbatíveis” há 15 jogos anotaram 19-16 no Twickenham de Londres – e estão agora a três partidas de alcançar um incrível recorde da Nova Zelândia, os All Blacks.

Não faz muito tempo, no fim de 2016, os “homens de preto” se tornaram a seleção com mais vitórias consecutivas na história do esporte. Os 18 triunfos seguidos dos All Blacks coroaram uma renovada geração neozelandesa que manteve nas alturas o nível dos atuais campeões mundiais.

Os ingleses, que já tornaram pública a capacidade de vencer os All Blacks, via treinador Eddie Jones, se aproximam de um feito tão grande quanto. A diferença básica (e marcante) entre as duas trajetórias, é que a Nova Zelândia alcançou a marca embalada no que parecia ser seu auge, se tornando a primeira tricampeã mundial da história em 2015.

A Inglaterra, por outro lado, vem nesta retomada sem derrotas depois de um vexame no mesmo Mundial, sendo eliminada do torneio em casa na primeira fase de forma inédita. A partir de agora, o possível recorde e o sonhado título do Six Nations vão caminhar lado a lado.

Isso por que é preciso vencer todas as próximas quatro partidas da competição para superar os All Blacks, uma campanha perfeita que também garantiria o título em forma de Grand Slam, repetindo o troféu de 2016.

A “contagem regressiva” tem pela frente: 1) Gales, fora de casa; 2) Itália, em casa; 3) Escócia, em casa; 4) Irlanda; fora. O retrospecto recente contra os galeses (que bateram a Itália na estreia) fala bem alto, e a vitória da Escócia sobre a Irlanda na primeira rodada balança as pretensões dos irlandeses, que eram apontados como favoritos ao lado da própria Inglaterra.

Para o elenco inglês atual, a missão parece bem dura, mas longe de ser impossível. No fim, o torneio de seleções mais antigo do planeta sempre traz ótimos motivos para embalar bons jogos – um novo recorde inglês seria só mais um deles.

Acontece que rivalidades centenárias como estas costumam mexer com o destino. E, por mais que a Inglaterra pareça pronta para um novo império, ainda é cedo demais pra cravar.

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Try brasileiro rouba a cena no 7’s de Sydney; Tupis fazem história http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/02/06/try-brasileiro-rouba-a-cena-no-7s-de-sydney-tupis-fazem-historia/ http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/02/06/try-brasileiro-rouba-a-cena-no-7s-de-sydney-tupis-fazem-historia/#respond Mon, 06 Feb 2017 14:35:01 +0000 http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/?p=2116


Por Bruno Romano

O lance começa com uma inspirada cobrança de lateral. O movimento ensaiado (e inesperado) abre espaço para a brasileira Edna Santini correr quase todo o campo do Allianz Stadium, em Sydney, na Austrália, palco de uma dupla etapa, feminina e masculina, do Circuito Mundial de Sevens 2016-2017, realizado no último fim de semana. A jogada termina com um try de tirar o fôlego de Amanda Araujo.

O vídeo foi um dos destaques da competição, vencida pelo Canadá – entre os homens, mais um título para a embalada África do Sul, aumentando a liderança isolada do Circuito para cima de Fiji, atual bicampeão do torneio e ouro na Rio-2016.

Mesmo com o merecido reconhecimento, em meio a tantos lances bonitos, o try do vídeo acima contra a Irlanda foi o único de uma derrota por 33-5 (em tempo: que recuperação incrível da irlandesa Lucy Muhall, em perseguição obstinada para cima de Santini!).

Nos demais jogos da fase de grupos, o Brasil também caiu diante da Austrália (7-24) e de Fiji (10-31). No dia decisivo, no entanto, veio a volta por cima. Vitórias sobre a Espanha (10-7) e Inglaterra (17-12), a primeira da história contra a potência europeia, quarta colocada nos últimos Jogos Olímpicos. O resultado deu ao Brasil o Challenge Trophy, equivalente ao nono lugar.

A seleção feminina, agora equipe fixa na competição, volta a campo na etapa de Las Vegas, entre os dias 3 e 5 de março. O triunfo contra as inglesas deve embalar um mês intenso de preparação. E vai ser preciso mesmo: o sorteio dos grupos em Vegas coloca as Tupis diante da própria Inglaterra, além de Nova Zelândia e Austrália, atual campeã olímpica e do Circuito Mundial.

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