O Blog do Rúgbi http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br Um grupo de jornalistas está focado em buscar as melhores jogadas, os melhores tackles – e pancadas -, e os momentos mais emocionantes do mundo do rúgbi. Thu, 23 Mar 2017 17:35:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Torneio europeu de rúgbi repete o Oscar e entrega taça para campeão errado http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/03/23/torneio-europeu-de-rugbi-repete-o-oscar-e-entrega-taca-para-campeao-errado/ http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/03/23/torneio-europeu-de-rugbi-repete-o-oscar-e-entrega-taca-para-campeao-errado/#respond Thu, 23 Mar 2017 17:35:18 +0000 http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/?p=2209

Após gafe, Romênia celebra o título do Rugby Europe Championship (Divulgação/frr.ro)

A foto acima mostra o troféu do Rugby Europe Championship 2017 no lugar certo, ao lado dos jogadores da Romênia. Alguns minutos antes, no entanto, a rival Geórgia havia recebido o caneco por engano. O erro da organização, no melhor estilo do Oscar deste ano, foi corrigido a tempo.

Equivalente ao Six Nations “B”, o torneio reúne anualmente o segundo escalão da Europa. Na última rodada, jogando em Bucareste, os romenos conseguiram vencer no sufoco por 8-7.

Como as duas seleções terminaram empatadas na tabela, a taça acabou indo para os georgianos, pois o saldo de pontos era mais favorável. Mas uma rápida consulta no regulamente mostrou que o primeiro critério de desempate era na verdade o confronto direto.

Com a lambança desfeita, a Geórgia se viu fora do topo do pódio pela primeira vez desde 2010. O bronze acabou com a Espanha, superando a Rússia. Todos os jogos do Rugby Europe Championship já contam como eliminatórias para o Mundial 2019.

Ainda que não exista forma de subir para a elite, o Six Nations, vencido este ano pela Inglaterra, muitos defendem a abertura do acesso.

Assim, o campeão do torneio de “baixo” tomaria o lugar do lanterna de “cima”. No caso, um reconhecimento para uma das seleções que mais evoluem no cenário mundial, a Geórgia. Ops, desta vez seria a Romênia.

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Jovem time paulista desbanca favoritos em inédita conquista do BR de Sevens http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/03/22/jovem-time-paulista-desbanca-favoritos-em-inedita-conquista-do-br-de-sevens/ http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/03/22/jovem-time-paulista-desbanca-favoritos-em-inedita-conquista-do-br-de-sevens/#respond Wed, 22 Mar 2017 16:01:32 +0000 http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/?p=2206

Atletas do Jacareí celebram o título do Super Sevens 2017. Foto: Divulgação

Apostar nas categorias de base é o melhor caminho para o rúgbi brasileiro. Que o diga o Jacareí (SP), novo campeão do Super Sevens, o mais importante torneio nacional do rúgbi olímpico.

Criado em 2003, com base em um grupo jovem de atletas que, nos anos seguintes, fomentaram a equipe adulta, o time do Vale do Paraíba se sagrou pela primeira vez vencedor da competição, disputada no país desde 2008.

Os paulistas fecharam uma campanha invicta de seis jogos, no último fim de semana, e superaram o Desterro (SC) em uma final acirrada: 12-05. O bronze ficou com o Pasteur (SP), outro clube que tem investido bastante nas categorias de base.

Ao todo, 12 equipes de sete estados disputaram a taça, saindo de classificatórias regionais. O próprio Jacareí havia vencido poucos dias antes a eliminatória paulista.

O Super Sevens pode ainda não ter atingido o formato ideal – mudou de datas nos últimos anos e ainda busca abranger, balanceando também com o calendário de seleções -, mas ainda é um bom termômetro para o nível de disputa atual.

Dentro de campo, de qualquer forma, não sobraram dúvidas. Título merecido para o jovem clube (em todos os sentidos), que comprovou de vez que já virou “gente grande”.

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Cartolas recuam, e absurda união de gigantes da França é cancelada http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/03/21/cartolas-recuam-e-absurda-uniao-de-gigantes-da-franca-e-cancelada/ http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/03/21/cartolas-recuam-e-absurda-uniao-de-gigantes-da-franca-e-cancelada/#comments Tue, 21 Mar 2017 15:48:40 +0000 http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/?p=2202

(Papé liderou greve contra a fusão com o Racing 92 – Crédito: David Rogers/Getty Images)

Por Bruno Romano

Foi por água abaixo a polêmica ideia de unir dois tradicionais clubes de Paris, o Stade Français e o Racing 92, que havia sido confirmada na última semana. Os proprietários das equipes anunciaram o cancelamento da fusão, para alívio geral.

Segundo Jacky Lorenzetti, dono do Racing, ouvir críticas de todos os lados os levou a conclusão de que várias condições (sociais, políticas, culturais, humanas e esportivas) do acordo não estavam em harmonia. O Racing já divulgou o cancelamento em suas mídias.

Do outro lado, para Thomas Savare, do Stade, o anúncio veio junto de um pedido de demissão. Thomas garantiu que deixará o clube, sinalizando um prazo de três meses para que se encontre um novo chefe.

Como dá para imaginar, a fusão dos rivais não tinha agradado nem um pouco torcedores e atletas. Os jogadores dos clubes, inclusive, haviam entrado em greve por tempo indeterminado, e chegaram a perder a rodada do fim de semana no campeonato francês.

O tema ganhou ainda mais destaque na mídia mundial já que Racing e Stade são os últimos dois campeões do Top 14, a primeira divisão da França. As duas agremiações, aliás, estão ligadas ao próprio surgimento do torneio há mais de 100 anos.

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Algoz dos All Blacks, Irlanda barra “imbatível” Inglaterra em dia de título http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/03/20/algoz-dos-all-blacks-irlanda-barra-imbativel-inglaterra-em-dia-de-titulo/ http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/03/20/algoz-dos-all-blacks-irlanda-barra-imbativel-inglaterra-em-dia-de-titulo/#respond Mon, 20 Mar 2017 20:23:07 +0000 http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/?p=2200


Por Bruno Romano

O plano inglês era ambicioso: conquistar seu segundo título seguido e invicto no Six Nations. De quebra, o “Grand Slam”, como é chamado o feito, renderia à Inglaterra um status inédito no esporte, conquistando 19 vitórias seguidas. Mas a Irlanda acabou com a festa. Ou, pelo menos, parte dela, já que os ingleses acabaram no topo do pódio mesmo assim.

Os sorfridos 13-9 para a Irlanda no Aviva Stadium, de Dublin, quebrou a sequência inglesa. Ainda assim, os visitantes acabaram com a melhor campanha, erguendo o troféu do torneio de seleções mais tradicional do mundo logo após o apito final. Um feito e tanto, ainda mais para uma seleção que ressurgiu após amargar sua pior campanha da história no Mundial 2015.

Como prêmio para a Irlanda, além de celebrar mais tranquilos o San Patrick’s Day, no último domingo, veio a confirmação do posto de quarta melhor seleção do mundo, no ranking da World Rugby desta segunda. O lugar garante os irlandeses como cabeças-de-chave no “pote 1” do sorteio da Copa de 2019, a ser realizado em maio.

Não custa lembrar que foi a própria Irlanda que barrou os All Blacks no último mês de novembro, também embalados em uma sequência inédita de 18 triunfos consecutivos. Estamos falando de uma seleção cheia de talentos individuais, com uma força de conjunto fora de série, que está invicta há três anos em casa.

“Não é o fim do mundo”, retrucou o treinador Eddie Jones, logo após a derrota em dia de título. “Estamos apenas no mes 14 de um plano de quatro anos”, reforçou o comandante de origem australiana.

Seguindo a ideia de que é melhor acontecer agora do que no Japão em 2019, a queda inglesa pode ser até um bom combustível para a sequência do trabalho. E é provável que não seja a única antes do pontapé inicial do Mundial.

Além do título da seleção principal de XV, a Inglaterra faturou dois Grand Slam, nos Six Nations feminino e M20, com atletas abaixo de 20 anos. Feitos que mostram que as próximas gerações vêm com tudo, e o que investimento e o bom trabalho do rúgbi inglês transbordam por seus clubes e demais categorias.

Não é só isso: o Six Nations 2017, junto dos últimos grandes encontros internacionais, é a prova definitiva de que o hemisfério norte já deu a volta por cima. Depois de um fraco Mundial em 2015, a aposta é que, em 2019, os europeus voltem a lutar por título. E quem ganha com isso é o rúgbi como um todo.

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Brasil estreia seleção de desenvolvimento com três vitórias na Argentina http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/03/16/brasil-estreia-selecao-de-desenvolvimento-com-tres-vitorias-na-argentina/ http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/03/16/brasil-estreia-selecao-de-desenvolvimento-com-tres-vitorias-na-argentina/#respond Thu, 16 Mar 2017 15:23:26 +0000 http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/?p=2196

Começou com o pé direito a história do Brasil XV, nova seleção de desenvolvimento do rúgbi nacional. Com a ideia de testar novos nomes e ainda dar ritmo a atletas do elenco principal, a equipe acaba de fechar uma viagem de estreia pela Argentina com três vitórias na bagagem.

Entre os dias 8 e 14 de março, o Brasil XV superou o CÓrdoba Athletic (55-12), o selecionado de desenvolvimento da província de Córdoba (50-19) e, por fim, o clube local Tala R.C (22-17), da elite nacional argentina.

Ainda que o nível dos duelos, nem mesmo os resultados em si sejam a questão principal neste começo de trabalho, o importante passo de criar o Brasil XV já refletiu bem dentro de campo.

A campanha invicta também vem em boa hora, entre a última participação no Americas Rugby Championship e a espera do Sul-Americano 2017, que vale como eliminatória para o Mundial 2019.

O Brasil XV uniu atletas de clubes de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As regiões sul e sudeste são sede das academias de alto rendimento, projeto nacional que serve de base para as convocações do time.

O australiano Paul Healy, mesmo que comanda a parte técnica das academias, foi o escolhido para treinar o Brasil XV. Ex-técnico da seleção principal do Chile, Healy tem apostado agora suas fichas na nova geração de Tupis.

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Polêmica fusão de times de Paris é confirmada na França; jogadores em greve http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/03/14/polemica-fusao-de-times-de-paris-e-confirmada-na-franca-jogadores-em-greve/ http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/03/14/polemica-fusao-de-times-de-paris-e-confirmada-na-franca-jogadores-em-greve/#respond Tue, 14 Mar 2017 20:58:16 +0000 http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/?p=2193

Presidentes do Stade Français e Racing 92 anunciam união para próxima temporada. Foto: Divulgação/Rugby 92

Por Bruno Romano

Os rumores sobre a fusão do Stade Français e do Racing 92 chegaram ao fim. Os presidentes dos centenários clubes parisienses, Thomas Savaree e Jacky Lorenzetti, anunciaram a criação de um único time na próxima temporada formado por uma inédita (e bizarra) união.

Significa que os dois primeiros e também os dois últimos campeões franceses vão agora atuar com um mesmo uniforme. A decisão já provocou a greve dos atletas do Stade, com o capitão da equipe e jogador da seleção da França, Pascal Pape, exigindo o cancelamento da fusão.

Para os atletas, a medida implica de imediato reduzir um total de 90 jogadores (45 em cada elenco) pela metade. Segundo Lorenzetti, os principais critérios de decisão serão o mérito, a juventude e a possibilidade de servir a França.

Isso pode levar a despedida de vários estrangeiros, do porte do neozelandês Dan Carter, atual abertura do Racing 92, bicampeão mundial e três vezes eleito melhor jogador do mundo.

A corda fica ainda mais bamba para os gringos graças a uma recente decisão local que planeja excluir jogadores franceses que atuem no exterior da seleção do país.

Especialistas no rúgbi parisiense apostam que a união não apresenta em si um ato de desespero de dois clubes, mas sim uma forma estratégica de juntar forças e atingir um novo patamar, tanto esportivo como comercial.

Na prática, onde isso vai dar ainda é totalmente incerto. O anúncio de Savaree e Lorenzetti, longe de dar um ponto final à questão, deixa vários temas em aberto. Como o público vai reagir? Como fica a questão do estádio? Para onde vão os profissionais de várias áreas? E as categorias de base? Por aí vai…

O discurso oficial é bonito. Fala-se em manter as raízes dos dois clubes vivas, trazendo à luz uma nova equipe capaz de multiplicar forças e colocar tudo a serviço da juventude e do rúgbi francês. Fora das salas de reunião e longe dos microfones, ainda não se sabe ao certo o que isso quer dizer.

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Da lama à glória: Inglaterra segue imbatível e estremece rúgbi mundial http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/03/13/da-lama-a-gloria-inglaterra-segue-imbativel-e-estremece-rugbi-mundial/ http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/03/13/da-lama-a-gloria-inglaterra-segue-imbativel-e-estremece-rugbi-mundial/#respond Mon, 13 Mar 2017 14:54:39 +0000 http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/?p=2191


Por Bruno Romano

O mundo dá mesmo voltas. E algumas são tão imprevisíveis quando o giro da bola oval. A mais nova delas veio na forma do segundo título seguido da Inglaterra no Six Nations, cravando de uma vez por todas uma das mais incríveis recuperações da história do rúgbi.

A vitória arrasadora sobre a Escócia neste fim de semana (61-21) deu o campeonato aos ingleses com uma rodada de antecedência. O troféu também os coloca lado a lado com a Nova Zelândia em um recorde de respeito na modalidade: 18 vitórias seguidas.

Caso superem a Irlanda na despedida do torneio – o que é bem provável – os ingleses passam a ter a melhor sequência de todos os tempos na elite do rúgbi.

O curioso na história é que estamos falando da mesma geração que, no fim de 2015, amargou a inédita eliminação da Inglaterra em uma primeira fase de Copa do Mundo. Para piorar, jogavam em casa, e ainda perderam a vaga para um velho conhecido rival, o vizinho País de Gales.

A reviravolta não para por aí. Desde que assumiu a equipe após a melancólica despedida do Mundial, o treinador australiano Eddie Jones está invicto. Não custa lembrar que era ele mesmo que comandava a Austrália no Mundial de 2003. Na época, quem jogava em casa eram os Wallabies, derrotados pela Inglaterra na decisão em um drop goal na prorrogação.

Até hoje, aquela final de Copa representa o auge do rúgbi inglês. E, desde então, os inventores do esporte não tinham vivido um prestígio tão grande.

A era Eddie Jones não chama atenção apenas pela sequência imbatível e pelas duas conquistas do maior torneio do continente. O que salta aos olhos é uma geração talentosa e ainda bastante jovem, liderada por um estrategista e motivador dos bons (não esqueçamos do que o Japão fez no último Mundial sob seu comando), que promete dar trabalho nos próximos anos para os melhores elencos do mundo.

O ex-treinador Stuart Lancaster, ainda com o “filme queimado” após a eliminação do Mundial, já avisava que este grupo ainda iria amadurecer. Assim que chegou e viu de perto o que tinha em mãos, Eddie Jones foi além e já prometeu vitória para cima dos All Blacks, sem se intimidar com a fase mais vitória do rúgbi neozelandês.

Entre o fracasso de Lancaster e o sucesso de Jones há um ponto em comum: este grupo de jogadores tem mesmo algo de especial, com força suficiente para escrever a história do esporte. A dúvida já é não é mais se eles são capazes de algo grandioso. A pergunta é: quem pode vencê-los?

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A um passo da história, Inglaterra encara teste de fogo contra velho rival http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/03/10/a-um-passo-da-historia-inglaterra-encara-teste-de-fogo-contra-velho-rival/ http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/03/10/a-um-passo-da-historia-inglaterra-encara-teste-de-fogo-contra-velho-rival/#respond Fri, 10 Mar 2017 21:07:48 +0000 http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/?p=2188 Por Bruno Romano

BAGSHOT, ENGLAND – MARCH 09: Billy Vunipola (L) catches the ball during the England training session held at Pennyhill Park on March 9, 2017 in Bagshot, England. (Photo by David Rogers/Getty Images)

Inglaterra e Escócia não vão jogar apenas uma partida de Six Nations neste sábado. O estádio londrino de Twickenham, o “templo do rúgbi”, vai receber um dos duelos mais esperados do esporte, colocando à prova uma antiga rivalidade, misturada com longos tabus e um possível novo recorde mundial.

Em caso de vitória, os ingleses alcançam 18 triunfos seguidos, suficiente para igualar os All Blacks com a melhor sequência da história. Está em jogo também o cobiçado título do Six Nations, maior e mais antiga competição de seleções da Europa. Quem levar a melhor segue forte para garantir o caneco na última rodada.

A expectativa do jogo é ainda maior já que a Escócia não deve apenas se contentar em defender e segurar o ímpeto inglês. Pelo que se viu no Six Nations até aqui dá para ter certeza de que a promessa de uma postura ofensiva dos visitantes não é um discurso só da boca para fora.

Mesmo assim, a tarefa está longe de ser fácil. E ela só piora se as estatísticas entrarem na discussão. Basta dizer que a última vez que a Escócia bateu a Inglaterra foi em 2008 (em Twickenham, o tabu já segue por 34 anos).

Dentro de campo, o duelo de forwards deve ser chave. Enquanto os escoceses têm uma terceira linha de tirar o chapéu, a Inglaterra pode fazer a diferença no conjunto e na qualidade da primeira linha. Sem falar no banco, mais forte que o dos rivais.

Pelo embalo atual e por jogar em casa, a Inglaterra é favorita. E o “susto” que a Itália deu na rodada passada, dizem hoje os próprios ingleses, foi o melhor que aconteceu para a seleção de Eddie Jones, que deve entrar totalmente ligada.

Mais do que um duro desafio (físico, técnico e tático) de 80 minutos, estamos falando de um enorme teste de fogo, provavelmente um dos maiores do rúgbi moderno.

A Inglaterra está mais do que preparada para o isso, não há dúvida. E, se conseguirem suportar a pressão, se confirmam de vez como uma equipe especial na história do esporte.

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Árbitro pune gandula com cartão amarelo e garoto ganha presente após jogo http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/03/09/arbitro-pune-gandula-com-cartao-amarelo-e-garoto-ganha-presente-apos-jogo/ http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/03/09/arbitro-pune-gandula-com-cartao-amarelo-e-garoto-ganha-presente-apos-jogo/#respond Thu, 09 Mar 2017 13:15:06 +0000 http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/?p=2185

Crédito: Reprodução

Nigel Owens nunca perde uma boa chance de usar sua autoridade dentro de campo – muitas vezes, na base do bom humor. Sua última “façanha” foi aplicar um cartão amarelo para um gandula em partida oficial da Pro12, entre Leinster e Scarlets, no País de Gales, sua terra natal.

Depois de ser atingido nas costas em uma reposição de bola, o galês retirou o cartão do bolso e o mostrou para o garoto, que logo entendeu a brincadeira. A torcida se divertiu.

Árbitro da final da Copa do Mundo de Rúgbi 2015, Owens já é reconhecido no meio do esporte pelas suas lições aos jogadores. Sua reputação de falar o que pensa dentro de campo, sem nenhum pé a trás em fazer piada com jogadores (e consigo mesmo), o ajudou a se tornar um dos mais populares na sua profissão.

Depois do jogo da Pro12, que acabou com vitória de 45-9 para o Leinster, Owens prometeu, via Twitter, que enviaria sua camisa de jogo para o garoto. Um sinal de motivação para que ele continuasse sempre ligado ao rúgbi.

Pouco tempo depois, Owens de fato encontrou o gandula e confirmou a ação em outro Tweet: “Obrigado a todos pela ajuda. Já fiz contato e a camisa será enviada o mais rápido possível. Lavada, é claro”.

 

 

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Australiana descobre que ganhou ouro na Rio-2016 grávida. E segue na ativa http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/03/08/australiana-descobre-que-ganhou-ouro-na-rio-2016-gravida-e-segue-na-ativa/ http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/2017/03/08/australiana-descobre-que-ganhou-ouro-na-rio-2016-gravida-e-segue-na-ativa/#respond Wed, 08 Mar 2017 13:53:25 +0000 http://oblogdorugbi.blogosfera.uol.com.br/?p=2181

Nicole Beck com sua filha Sophie após a decisão da Rio-2016. Foto: Alexander Hassenstein/Getty Images

Por Bruno Romano

Grávida de apenas de algumas semanas, a australiana Nicole Beck ajudou a sua seleção a conquistar um histórico ouro no rúgbi Sevens, modalidade que estreou na Olimpíada na Rio-2016. Uma foto ao lado da sua filha Sophie, já com a medalha em mãos, rodou o mundo – ela só não sabia que estava esperando mais uma criança.

Assim que descobriu, aos 28 anos, ela e seu noivo Joel Willoughby tiveram um motivo em dobro para comemorar a passagem pelo Brasil.

“É claro que não guardei segredo depois”, diz Nicole, ao Sidney Morning Herald, comentando sobre o contrato assinado com União de Rúgbi Australiana (ARU), que seguia por toda a temporada 2016-2017.

A situação levou a ARU a um cenário inédito. Usando como base outras modalidades com atletas de elite no país, entidade e atleta tentaram achar um acordo. A ideia era mantê-la próxima à equipe de alto rendimento, encontrando o equilíbrio entre a motivação e a segurança para todos, já que Nicole queria seguir defendendo a seleção.

O ponto de partida foi de que uma atleta grávida teria a garantida de receber seu salário durante todo o período do contrato, ou por dois anos, o que viesse primeiro. Nicole poderia escolher por trabalhos fora ou dentro dos campos, no segundo caso, sob aprovação médica.

Depois das negociações, que incluíram a presença da associação de jogadores de rúgbi da Austrália, as duas opções estavam na mesa, além de uma terceira: receber o valor total e se desligar do grupo.

Como o sonho de Nicole era voltar logo ao rúgbi, sem deixar de cuidar dos filhos, claro, ela optou por um programa paralelo de treinamento. Nele, combina uma rotina de exercícios específicos para o período que vive (tudo aprovado pelos médicos e treinadores da seleção).

Agora, com 36 semanas, Nicole sente que tomou a decisão certa, já que almeja (e acredita ser possível) conciliar os dois mundos, de atleta e mãe.

“Eu sempre quis ambas as coisas para minha vida”, conta. “Por mais incrível que tenha sido ganhar uma medalha de ouro na Olimpíada, foi muito mais significante ter dividido e celebrado aquele momento com minha filha Sophie”, conclui.

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